Olá! Sou eu, a Zoey! Me diga: minha orelha esquerda está bem em pé 🎵? E a direita 🎵? Meus bigodes estão tremendo 🎵?

Eu sou uma lebre e, normalmente, sou o bichinho mais rápido de todo 🎵 o Recanto dos Pinheiros. Adoro correr, pular e apostar corrida com o vento. Mas naquela manhã… ah, naquela manhã, minhas patinhas não queriam correr de jeito nenhum 🎵. Elas pareciam moles e bambas, iguaizinhas a bolinhas de algodão.

Era o Meu Grande Dia. O primeiríssimo dia na Escola da Floresta, debaixo do Grande Pinheiro.

Acordei cedo e senti uma coisa muito estranha na barriga. Parecia que eu tinha engolido um bando enorme de borboletas que faziam cócegas, e elas estavam apostando uma corrida de voo bem lá dentro 🎵! Eu me sentia tonta, zonza e toda encolhidinha 🎵.

— Eu não vou! — choraminguei, me escondendo debaixo do meu cobertor de musgo 🎵. — Estou doente. Tenho um caso grave de borboletas na barriga!

Mamãe só sorriu e me deu um trevo delicioso para o café da manhã. Mas eu não consegui dar nem uma mordidinha. Meu coração estava batendo tão alto 🎵tum-tum, tum-tum — que fiquei com medo de acordar todos os vizinhos.

Saí de casa bem devagarzinho 🎵 (o que não é nada a minha cara!). Fui em direção ao Grande Pinheiro, parando a cada dois passos para ajeitar a mochila.

“E se ninguém gostar de mim?”, pensei. “E se eu não souber as respostas? E se eu tropeçar nas minhas próprias orelhas 🎵?!”

De repente, ouvi um suave vuuush de asas. A Coruja Sophia pousou num galho bem em cima de mim. Ela ajeitou os óculos 🎵 no bico e me olhou lá de cima, com seus olhos sábios.