No Posto de Bombeiros do Prado 🎵, havia um sentimento especial e acolhedor. Era o Dia de São Valentim, ou como os moradores chamavam, o Dia da Gentileza. O ar tinha um cheiro doce, igualzinho ao dos biscoitos de canela em forma de coração que o ouriço Henrique estava tirando do forno 🎵.

A bombeira Fiona, a raposinha, estava parada em frente a um grande espelho no vestiário. Ela prendeu um laço vermelho 🎵 brilhante em seu uniforme azul-escuro. Estava muito elegante.

— Ser bombeira é um trabalho sério — disse ela para o seu reflexo, ajeitando o capacete. — Mas, hoje, todo mundo está sendo gentil uns com os outros, então com certeza será um dia tranquilo.

Infelizmente, a calmaria não durou muito. Um alarme alto soou 🎵 pelo posto: TRIM! TRIM! A luz vermelha sobre a porta piscou rapidamente. O chefe Douglas correu para a sala 🎵. Ele parecia sério, mas sua voz era calma, como sempre.

— Equipe, temos um chamado — anunciou ele, apontando para o mapa da cidade. — O carteiro, o pombo Guto, sofreu um acidente no Prado das Margaridas. Ele deixou sua bolsa de cartões da Gentileza cair sem querer dentro de um poço velho e vazio. Os animais estão esperando por suas cartas, e o Guto está tentando descer sozinho. Isso pode ser perigoso 🎵.

Fiona sentiu um friozinho na barriga 🎵. Um poço? Isso significava espaços apertados e escuros. Sua cauda fofa, que abanava alegremente um minuto antes, parou de se mover. Mesmo assim, ela correu para o caminhão de bombeiros 🎵. A ursa Bia já estava no banco do motorista 🎵, e o ouriço Henrique estava checando as mangueiras e cordas 🎵.

Eles partiram em disparada. A sirene no teto soou forte 🎵, UII-UII!, alertando os outros animais para que abrissem caminho. Quando chegaram, viram o pombo Guto voando nervosamente ao redor 🎵 do poço de pedra, batendo as asas.

— Minha bolsa! Minha bolsa! — gritou ele, desesperado. — É tão fundo e escuro lá embaixo, e eu não consigo ver nada!

Fiona andou até a beirada e espiou lá dentro 🎵. Uma brisa fria com cheiro de terra úmida subiu do fundo. Estava um breu lá embaixo. Fiona estremeceu e deu um passo para trás. Ela tinha medo do escuro. Sua imaginação sussurrava que coisas assustadoras podiam estar escondidas nas sombras.

O chefe Douglas colocou uma pata no ombro dela.

— Fiona, este é um trabalho para você. Você é a mais ágil de todos nós.

— Mas eu não consigo ver nada, chefe — sussurrou Fiona, com as orelhas abaixadas de medo. — É muito apertado.