Max era um golden retriever muito peludo, com orelhas caídas e um rabo que não parava de abanar, parecendo um pêndulo feliz. Ele morava em uma casinha azul superaconchegante com sua família amorosa — os Silva —, que fazia os melhores carinhos na barriga e sempre deixava seu ossinho barulhento 🎵 favorito por perto.

Na maioria dos dias, Max era o cachorro mais feliz da Rua dos Ipês. Ele adorava correr atrás de borboletas no jardim, brincar de buscar a bolinha com o pequeno Léo Silva e dividir sua tigela de água com os cães da vizinhança. Mas havia uma coisa que fazia o rabo de Max parar de abanar e seu corpo inteiro tremer 🎵: as tempestades.

Sempre que nuvens escuras 🎵 se formavam no céu, Max corria para debaixo da cama de Léo 🎵 mais rápido do que se diz “biscoito de cachorro”. Seu coração batia forte 🎵 — tum, tum, tum — como um tambor, e suas patinhas tremiam como gelatina.

— Está tudo bem, Max — dizia Léo, espiando debaixo da cama. — A tempestade não vai machucar você.

Mas Max não conseguia deixar de sentir vergonha. Afinal, ele era um cachorro grande. Não deveria ser mais corajoso?

Em uma tarde ensolarada 🎵, Max estava brincando no parque com seus amigos cachorros 🎵: a poodle Luna e o buldogue Bóris. Eles estavam se divertindo muito, correndo um atrás do outro pela grama, quando pequenas gotinhas 🎵 começaram a cair do céu.

— Oba, chuvinha! — latiu Luna, rodopiando de alegria.

— Que delícia de chuva nos meus pelos! — latiu Bóris.

Mas o coração de Max começou a disparar 🎵. Sem pensar duas vezes, ele deu meia-volta e correu direto para casa 🎵, deixando seus amigos olhando para ele, muito surpresos.