Um silêncio perfeito e científico 🎵 tomava conta do Laboratório de Papelão. Clara, de oito anos, usava um jaleco branco e limpinho, dois números maior que o seu, com um lápis atrás da orelha. Ela encarava um tubo de ensaio feito de um pote velho de geleia de morango. Estava anotando um problema de matemática muito importante em seu Diário de Pesquisa quando, de repente…

— BZZZZZT! BAAAM! SALVE-SE QUEM PUDER, AÍ VEM O CAPITÃO RELÂMPAGO 🎵!

A porta da casa na árvore se abriu com um estrondo 🎵. Leo, de seis anos, entrou feito um furacão. Uma capa feita de toalha vermelha esvoaçava em seus ombros, óculos de natação rosa cobriam seus olhos, e ele apertava dois balões gigantes e cheios nas mãos. Mas não foi a capa nem os óculos que chamaram a atenção da Clara.

Foi o cabelo do Leo.

Cada fio de cabelo na cabeça do menino estava em pé, fazendo com que ele parecesse um porco-espinho gigante e espetado. Leo ria descontroladamente 🎵 enquanto esfregava os balões em seu 🎵 casaco grosso de lã.

Copérnico, o camaleão de estimação que vivia em um aquário de vidro na prateleira, revirou um olho 🎵. Suas escamas mudaram instantaneamente para um tom de alerta amarelo e preto 🎵.

— Leo! — Clara suspirou fundo, largando seu caderno. — O que você está fazendo na minha Zona Estéril desta vez?

— Estou carregando meu superpoder! — gritou Leo, correndo até o quadro de cortiça. — Olha só isso!

O menino pressionou um balão contra a parede e o soltou. O balão… simplesmente ficou lá 🎵. Era como se tivesse sido colado com uma cola invisível.

— Ha! Eu derrotei a gravidade! — Leo gritou em triunfo. Então, ele tocou o abajur de metal da mesa da Clara com o dedo.

— ZAP!

Uma faísca azul 🎵 bem pequenininha pulou do dedo do Leo. O menino deu um gritinho 🎵 e pulou para trás.

— Ai! Esse superpoder morde!

Clara ajeitou os Óculos de Proteção na testa e caminhou até o irmão, parecendo uma professora muito séria.

— Segundo meus cálculos, Leo, você não é nenhum Capitão Relâmpago, e o balão não derrotou a gravidade. Você é apenas uma vítima da eletricidade estática.

Ela foi até o grande quadro-negro e rapidamente desenhou um círculo com 🎵 sinais de mais e menos dentro dele.