A tardezinha na fazenda era pura magia. O sol foi dormir, pintando o céu de rosa, e os bichinhos se juntaram ao redor da fogueira que fazia crec-crec, doidos por uma historinha nova. Barnabé, o tratorzinho velho 🎵 e muito alegre, com as laterais enferrujadas, chegou rodando (vrum, vrum!) para perto da turma. O capô dele parecia dar um sorrisão! Ao seu lado estava Miguel, o cortador de grama verdinho 🎵 e brilhante. As lâminas dele tremiam de animação, mas ele tentava ficar quietinho para não roubar a cena.

— Preparem-se, pessoal, porque essa história é cheia de segredos! — anunciou Barnabé, piscando os faróis 🎵. — Eu vou contar o Mistério do Feno Desaparecido: a maior confusão que esta fazenda já viu!

Era um verão quentinho e com cheirinho de grama. Nosso feno, amarelinho como ouro, estava guardado no celeiro, pronto para a grande festa do vale. Mas, uma noite… puf! O celeiro ficou vazio 🎵! Nem um montinho, nem uma palhinha! Eu achei que era mágica! Fiquei parado, com as rodinhas tremendo de susto. Então, decidi virar um trator-detetive 🎵 e resolver esse caso!

Primeiro, desconfiei das cabrinhas 🎵 que moram no pasto lá do morro. Será que elas pegaram nosso feno para fazer um lanchão? Rodei até o cercadinho delas, olhei debaixo dos arbustos e procurei no meio da comida delas. Mas as cabrinhas eram inocentes — não havia nem um fiapo do nosso feno por lá.

Depois, eu pensei: e se tivessem sido as toupeiras? Aquelas espertinhas podiam ter cavado túneis e escondido o feno num buraco secreto! Cavei com as minhas rodas 🎵, jogando lama para todo lado, e meus faróis brilhavam como lanternas no escuro. Olhei cada montinho de terra. Nada de toupeiras, só umas minhocas confusas olhando para mim como quem dizia: “Barnabé, o que você está fazendo?”.